quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A volta dos que não foram

 

Sim, I’m still alive! Não morri nos terremotos de Christchurch! Não morri fazendo skydiving ou bungee! Não, não estou mais na Nova Zelândia…

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‘'Má ahn? Cuma? Comé q eh rappa? E o lugar lá não eh sensacional, como tu falava e coisa e tal?’

E é sim, realmente eh o lugar mais bonito e tranquilo que já vivi. Apesar de n ser um globetrotter (por motivos tão somente financeiros óbvio), Queenstown eh simplesmente um lugar bonito demais para ser só mais um. A Nova Zelândia é um país sensacional, incluindo-se aí a simplicidade do seu povo.

Pq saí? Foram razões q realmente não poderiam ser contornadas. Ly alcançou um nível de inglês muito bom e chegou um momento que profissionalmente pra ela Queenstown estava muito limitado. O registro de Enfermagem é caro na NZ, e ela teria q fazer testes para comprovar língua e fazer cursos (nada baratos) que não existem em Queenstown. Sair de Queenstown = peder visto de trabalho e arrumar outro, como o de Estudante, por exemplo.

Tão drawing the picture? Tivemos que começar a pensar para onde iríamos. Tentar Christchurch, Dunedin, Auckland? E voltar pro Brasil? E Austrália?

Então em Agosto desse ano (2010) tivemos a visita de Pipo e Onicéia, um casal muito amigo nosso de Jampa que mora em Brisbane, Austrália.

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Nós (os dois casais) decidimos viajar na mesma época, e tentaríamos viajar juntos. De última hora acabamos divergindo no destino e viramos vizinhos de país. Sempre em contato, e o desejo de morarmos no mesmo lugar sempre continuou. A visita deles acabou por nos convencer a vir para Brisbane, e aqui estamos. Em Novembro todos os nossos contratos/vistos venciam, entào nos pareceu a época ideal.

A mudança no estilo de vida foi gritante: pequeno paraíso X metrópole, qualidade de vida X dinheiro, carro X transporte público e pés, simplicidade X consumismo, NZ X OZ…

‘E aí? Cadê o kiwi way of life? Virou a casaca? Ausie agora!?’

Daí vc se engana, caro lugar-da-imaginação-onde-apenas-rola-perguntas-pessimistas. Ao chegarmos aqui foi que nos sentimos ainda mais kiwis. Engraçado dizer, mas sentimos isso. Os 2 anos que passamos na NZ meio que nos ensinou a pensar e viver um pouco como eles, valorizar aquilo que adorávamos e, naturalmente, as vezes esquecer os defeitos (apesar de poucos). Na mesma semana teve um jogo de Rugby entre as duas seleções aqui em Brisbane e, pasmen: 1. Assisti!; 2. Torci fervorozamente pelos kiwis (que ganharam hhoho); 3. Me arrependi de n ter ido pro estádio. Naquela noite Pipo e Oni chegaram e tiveram que aguentar os “kiwis” tirando sarro dos “ausies”, neste caso eles. Foi daí que vi que realmente criei identidade com o lugar.

Então, como vc deve ter percebido, estamos morando com eles em um apzinho ultra bem localizado em Brisbane. Pensamos que sentiríamos em ter q dividir um lugar com alguém, já que não estávamos acostumados, mas vimos que tem sido sensacional ter amigos-de-identidade-cultural-semelhante por perto, além de Pipo e Oni saberem muito bem curtir a vida. Amizades foram feitas na NZ e infelizmente ficaram para Facebooks e MSNs da vida, no entanto esperamos ansiosos as visitas daqueles que prometeram.

O processo de registro em Enfermagem vai começar. Ly ainda vai fazer o teste de inglês e dará entrada. Figas please. Caso ela passe, já JUREI fazer um post ultra-detalhado do processo. Temos também uma amiga de Ly que já tirou o registro aqui, um excelente canal de informação que utilizaremos no processo.

Mas oq me fez voltar a escrever? Primeiro que estou com mais tempo livre que na NZ e, segundo, essa semana tive pessoas me contatando e perguntando pelo blog e coisa e tal… me senti meio orgulhoso e frustrado ao mesmo tempo de ter parado de escrever e ter deixado tanta informação de fora.

Portanto, durante os próximos posts, tentarei escrever mais sobre a NZ, minhas viagens e fotos dos lugares.

Li todo o blog e fui inundado de lembranças, e o mais legal é ver como suas experiencias mudam a partir do momento que mudas seu ponto de vista. Voltei no tempo e me emocionei (hunf hunf). Que eu me-seja bem vindo me de volta ao meu blog! Espero criar uma frequencia de uma vez por todas!

Abraços

 

Renaldo

domingo, 18 de outubro de 2009

Queenstown – Bluff – Catlins

Bonjour! (acreditem ou não, saudamos os hóspedes em francês no hotel =D)

Como havia prometido, vou fazer o relatório de algumas viagenzinhas q fizemos e já embargamos praticamente toda a ilha sul.

image Na folga q tivemos dps q Lilly foi contratada, resolvemos fazer uma viagem relâmpago. Decidimos ir p Invercargill, q é uma cidade “grande” aqui ao sul de Queenstown, onde todos q moram aqui vão qd querem passear e ver farol de trânsito. Fomos dar uma olhada no comércio de lá aberto, já q qd fomos da outra vez já era tarde, e de lá ver oq tinha p ver e voltar, talvez pernoitando. A cidade em si é muito marromeno, correndo o risco de vc virar chacota no meio dos kiwis dizendo q foi p lá. Ela é a capital do estado de Southland, terra do típico southern man, ou seja, o homem do sul do país.

e18499pc.jpg (411×580)Assim como a imagem do homem do sul brasileiro, lá é terra prá hoooomem tchê! O estado é agrário e rico (palavras de Bob McIntosh, gerente de manutenção do hotel), e os southermen são normalmente capiais de pai-e-mãe, usando um mullet q ultrapassa a barreira do ridículo, andando na picape com seu inseparável cachorro do lado (isso mesmo, é cachorro na boléia p todo lado acompanhando eles, mais q mulher), dizendo “good on ya mate” e “she’ll be alright”. Na verdade oq se comenta eh q eh o cara valentão p sociedade, e uma moça em casa, onde quem realmente manda eh a forte mulher kiwi, q eh sua companheira de trabalho na fazenda. Esse é um fato q merece destaque: as famílias q normalmente vivem em fazendas aqui faturam alto c as ovelhas, andam de Subarus novinhos e bolsa Louis Vuitton qd viajam, mas praticamente n possuem funcionários, então as mulheres possuem um papel vital, fazendo trabalhos pesados, de peão mesmo. E a feminilidade… bem… prefiro n comentar =D.

É legal andar em Invercargill p se sentir estrangeiro, coisa q n acontece aqui em Queenstown. O comércio de lá nos pareceu depressivo, já q vc vê calçadas largas, lojas grandes, e cliente q eh bom nada, apenas nós qd entrávamos. Na verdade essa cidade apenas apareceu no mapa (palavra dos locals) qd Burt Munro, um velhinho mecânico de fundo de quintal saiu de lá para bater o recorde mundial de velocidade para moto de menos de 1000 cilindradas nos EUA. Foi uma façanha e tanto, ele, então c 68 anos, numa moto de 1920 sair daqui de downunder p vencer os americanos, na terra deles, com todos os pa(i)trocínios e doláres disponíveis. O recorde permanece ATÉ HOJE e foi muito bem retratado no filme The World’s Fastest Indian (esdruxulamente abrasileirado como “Desafiando Limites”), onde Antony Hopkins tá no papel do véio e faz c perfeição o jeito kiwi/southernman (G’day!) (algo me diz q já falei desse filme antes =D).

DSCF4416_833x800 Como já conhecíamos o belo parque municipal que tem lá (esses países de tradição inglesa e seus parques, q blz!), pernoitamos lá num backpacker no centro (decente) e no outro dia fomos para Bluff, q se diz ser o ponto extremo sul da ilha sul da NZ, mas na verdade Bluff é um grande blÊfe (uasdhuasdhuasd eu queria escrever isso desde qd soube), já q o verdadeiro ponto n fica lá. É legal vc ver a placa lá, o mar, a corrente linkando a NZ ao mundo e…. that’s all. Vc só passa mais de 15min lá só se estiver no toalete ou no belo café q tem do lado. De perto de lá q saem os barcos p a Stewart Island, q é a 3a ilha do país, bem menor q as outras e mais ao sul.

De lá fizemos o caminho de volta para Queenstown pela região DSCF4427_1067x800chamada de Catlins, pelo sudeste da ilha e, pra variar, em uma rota cênica (scenic route).  No caminho vimos a floresta petrificada, onde vc fica imaginando tocar em árvores-pedras, mas na verdade tá td lá embaixo, onde vc apenas vê a marca do q foram árvores um dia há milhões de anos.

 

DSCF4441_600x800Fizemos algumas caminhadas para ver as várias cachoeiras que existem no caminho, e encontramos uma natureza bem exuberante, lembrando a de Milford Sound, porém sem as cores da nossa. Batemos muitas fotos, incluindo essa aí da esquerda, da qual fiquei orgulhoso q parece um quadro, ainda mais q ainda n estávamos c nossa câmera-mimo nova. Vou postar algumas fotos abaixo:

 

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Vale salientar q todas as trilhas estavam imaculadamente perfeitas e sinalizadas. Acredito q seja mais fácil p eles aqui, já q apesar de chuver muito aqui no sul, n rola os torós dos trópicos, q destroem qq trilha de boa vontade. Por várias cidadezinhas q passamos vc sempre encontra um escritório da secretaria do meio ambiente daqui, q creio q sejam os responsáveis de manter essas maravilhas, além do público ajudar bastante ao não depredar/sujar. Qd vimos essa cachoeira aí lembramos das quedas d’água da Cachoeira do Roncador, onde a principal diferença é q lá nós entramos na água =D. Queria ver Pipo se amostrando e entrando nos buracos dessa aí tb… vaaaaaaaaaaaaaaaai lá otário!

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Encontramos tb esse túnel aí q n é mais utilizado. Tentei atravessá-lo, mãs, como n podia deixar de ser, teve gente q tava com medinha hehehe. Fiquei fazendo o pantin só p ficar testando ela =D. Perto de Bananeiras, na PB, tem um túnel tb inutilizado q tentam explorar turisticamente, já q a região lá é sensacional. O problema é q quase q atolávamos p chegar lá. A diferença do acesso mostra o gap entre os dois planejamentos.

 

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De lá fomos para o ponto p tentar ver os bichos, focas, pinguins, etc. Infelizmente qd chegamos lá descobrimos q, apesar da época do ano ter sido perfeita, estávamos fora do horário comercial deles, e teríamos q aguardar 1 hora p eles começarem a bater o ponto na praia lá embaixo. Foi triste fazer um mega desvio p n vê-los, mas pelo menos o caminho até lá foi muito legal.

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Essa foto aqui agora vai em homenagem ao Dragão-Branco, nosso Honda Accord 1991 q tanto nos acompanhou p essa NZ afora… td indica q essa foi a última viagem dele conosco. Pense num bichin p aguentar rojão, e ainda foi mais barato q qq Chevette tubarão do Brasil.

 

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De lá seguimos pelo litoral até Balclutha, onde comemos um fish ’n’ ships ishpierto, feito p uma senhora chinesa ignorante q praticamente n falava inglês, mas campeão de vendas no lugar, e entedemos o pq, já q tava delicioso e bem mais barato q aqui em Queenstown. Dps fizemos o longo caminho de volta exaustos, porém satisfeitos. Foi uma tripzinha de leve só para variar, já q a maior ainda estaria por vir. E isso é assunto para um outro post, obviamente.


Abraços!

Renaldo

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Desde maio…

… q n posto nada. 5 meses já! Inri

tanta água q rolou nesse tempo q n sei nem por onde começar. Posso dizer q continuamos morando no mesmo país, na mesma cidade, na mesma casa. Fizemos outras viagens aqui pela ilha sul que praticamente conhecemos tudo… faltam só 2 caminhos q ainda n fizemos, mas os mais importantes sim, já vimos. A estrutura turística é totalmente chocante. Qq estrada é scenic. E eles sabem vender isso.

IMG_0220_1067x800 Eu continuo no hotel, mais firme e forte do q nunca. Com esse já quase ano trabalhando lá, posso dizer como é foi incrível a mudança profissional pela qual passei e como hj me sinto “dono” do hotel. Por mais que sempre vejamos as falhas em nossa equipe, sinto orgulho de trabalhar lá, e acho até natural poder enxergar os problemas de nossa equipe. Minha colega de trabalho, Mia, acabou de ser eleita a melhor recepcionista da NZ e vai para um concurso internacional na Espanha. N é p ter orgulho? Se pagasse melhorzinho… =D. Finalmente estou vendo reais possibilidades de conseguir um emprego casual de guia, digo isso pq qd vc é o titular do work permit, para conseguir algo por fora não é fácil: qq trampo extra precisa de autorização da imigração. Então estou participando de uma verdadeira novela para tirar uma carteira de motorista especial para essa função, a bendita P Endorsement. Vou tentar resumir em poucas linhas: para tirar a carteira P, precisa de visto. Pra tirar o visto, precisa de oferta de emprego e q seu emprego atual aceite. Pra conseguir oferta, eles pedem a carteira. Copiou? Consegui “sensibilizar” um coroa dono de uma empresa de guias privados, e ele me ofereceu a bendita vaga, mesmo sem ter a habilitação especial. Agora é correr atrás, já que meu visto já foi renovado (ufa) e aplicar pra bendita variation de visto.

Qt a minha digníssima, td corre muito bem, já que ela conseguiu a bendita vaga no hospital. Já estávamos cogitando a mudança para um outro país ou até mesmo a volta para o Brasil devido a experiência profissional dela, que não estava acontecendo na verdade. No entanto, numa bela noite, resolvi candidatá-la a uma vaga q ela n tinha esperanças. Era a última noite q se poderia se candidatar. Semanas depois (já havíamos quase esquecido) liga o hospital, e eu marco a entrevista, já q ela n estava em casa. Ela ainda estava meio traumatizada da 1a entrevista q teve p área pouco tempo dps q chegou aqui, e resolvemos n criar qq expectativa. Se viesse era lucro, senão paciência. Pesquisamos um pouco sobre entrevistas na área de saúde na véspera e pegamos informações sobre o hospital. Ela foi com toda na beca profissional concorrer com um sem número de CV’s que foram entrevistadas p 1 semana. O resultado era p sair 2 semanas dps. 5 dias ligaram dizendo q a vaga de Assistant Nurse era dela. Posso dizer q senti muito orgulho dela, q chegou aqui praticamente sem falar inglês. Trabalha agora na área, recebendo um salário bastante rasoável (bem melhor q o meu) e cheia dos direitos e extras. Funcionária pública da “Secretária de Saúde do Estado de Southland”, e rodeada de profissionais das mais diversas nacionalidades, algumas até dispostas a ajudar na validação do registro de enfermagem. Agora é IELTS na veia!

A vida social aqui tem sido muito dinâmica e efêmera. Assistimos a toda hora brasileiros voltando, mas ficamos sabendo de outros chegando, num vái-e-vém eterno. Alguns alcançam seus objetivos, outros não. A realidade é que Queenstown não é um paraíso para todos. Gente que chega e acha que vai ficar rico trabalhando pouco se engana, além do fato de esquecerem q estão em um outro país, sujeitos aos devaneios sociais e governamentais. Ganhar dinheiro MESMO poraqui ou tendo uma profissão muito especializada ou abrindo seu próprio negócio, q por si só exige processo de residência. Para aqueles que vem pela experiência no exterior e prá aprender inglês, a tarefa é mais fácil, e esse lugar eh sensacional. Só a metodologia das escolas de inglês daqui que me decepcionou muito, mas isso é assunto p um outro post.

Nessa última viagem q fizemos pensei em mil temas para posts. Prometi a mim mesmo retomar a escrita. Espero em breve começar a detalhar as belezas que vimos poraqui. Abraços!

 

Renaldo

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Paraibanês

Nunca fui muito fã de correntes e repetições. Mas esse post q recebi da minha amada no orkut, n teve jeito. Eu vi a 1a vez no trabalho e tive q parar de ler, pra n me cagar de rir. São algumas particularidades no linguajar nordestino, mas especificamente no paraibano. N guentei, tive q postar e ainda adicionei alguns:

Paraibano não fica solteiro... ele fica solto na bagaceira!
Paraibano não vai com sede ao pote... ele vai com a bixiga taboca!
Paraibano não vai embora... ele vai pegá o beco!
Paraibano nao diz 'concordo com vc' ... ele diz 'Né isso, homi!!!!'
Paraibano não conserta... ele Imenda!
Paraibano não bate... ele 'senta-le'a mãozada!
Paraibano não sai pra confusão... ele sai pro 'muído'!
Paraibano não bebe um drink... ele toma uma!
Paraibano não é sortudo... ele é cagado!
Paraibano não corre... ele dá uma carrera!
Paraibano não ri... ele manga!
Paraibano não toma água com açúcar... ele toma garapa!
Paraibano não engana... ele dá um migué!
Paraibano não percebe... ele dá fé
Paraibano não vigia as coisas... ele pastora!
Paraibano não sai apressado... ele sai desembestado!
Paraibano não aperta... ele arroxa!
Paraibano não usa zíper... usa 'riri'!
Paraibano não dá volta... ele arrudêia!
Paraibano não espera um minuto... ele espera um pedaço!
Paraibano não persegue… ele junta atrás!
Paraibano não é besta… é alesado!
Paraibano não fica indignado… fica c a moléstia!
Paraibano não se enraiva… ele pega ar!
Paraibano não é distraído... ele é avoado!
Paraibano não fica encabulado... ele fica todo errado!
Paraibano não passa a roupa... ele engoma a roupa!
Paraibano não ouve barulho... ele ouve zuada!
Paraibano não acompanha casal de namorados... ele segura vela!
Paraibano não rega as plantas... ele 'agoa' as plantas
Paraibano não é esperto... ele é desenrolado!
Paraibano não é rico... ele é estribado!
Paraibano não é homem... ele é macho !

Ô orgulho réi besta!!! Viva nossa terra!!!

Esse texto só me lembrou do sertão, ê saudade daquele povo. Meus pais são do interior, e sempre passava minhas férias lá, solto na bagaceira, em Conceição, divisa c Ceará e Pernambuco (quer mais sertão q isso!?), sotaque igualzinho ao do velho Lua Gonzaga. Vivia trancado na capital, mas qd ia pro sertão só via meus pais qd acordava e na hora de dormir. O dia todo correndo no meio do mundo, aprendendo palavrões e falando cantando, fazendo muitas amizades sensacionais, conhecendo primo todo dia, aguentando a mulecada (desde moleques eles fazem isso) passar horas discutindo árvore genealogica, pra saber quem é familia de quem, brigando, atirando de baleadeira (estilingue), brincando com bila (bola de gude) e pião, ouvindo as tias dizerem q “já tá um rapaiz” desde qd tenho memória, almoçando e jantando todo dia em casas diferentes, pra n fazer nenhuma “desfeita” (desde de muleques ja tinhamos essa responsabilidade). Adorava chegar numa bodega qq e ser indagado d quem era filho: “Filho de João de Xinxa!? Aquele cabra dava um trabalho pras tuas tias!”, “Ah rapaz, conheço demais, óia, ele é filho de Lourdinha-de-Afonso-de-Chagas! É família nossa também, é primo". Detalhe é que Chagas é meu bisavô que nem conheci. Mesmo assim, sou conhecido lá por Renaldo-de-Lourdinha-de-Afonso-de-Chagas, ou Renaldo-de-João-de-Xinxa. Sua linhagem é sua sombra no sertão. Ainda bem q a minha é boa =D. Que saudade daquele cheiro, “aquele cheiro meeeeu" como dizia de novo o Gonzagão.

Falando c meus amigos da minha hometown, já ouvi deles oq eu havia percebido: meu sotaque tá ficando carregadíssimo. Não sei se é pela distância do padrão globo de televisão, ou se pelas piadas q fico ouvindo no Ipod. Influencia daqui n eh, senão só iria estar chamando tudo de trem ou sairia dizendo baaaa… baridadê c qq coisa.

êta nostalgia da pieshte!

Outono news

Já tava começando a esquecer como escrever aqui.

Sem saber q assunto abordar diretamente, resolvi então fazer um resumão desses meus dias de hiato para ver se então surge alguma coisa… vamos ver no que dá. É engraçado q me deparo c situações quase todo dia q elas por si só mereceriam um post, principalmente aquelas de “impacto” cultural, não só c a cultura kiwi, mas c a cultura do mundo todo. Tem gente de todo canto nessa cidade.

Qd começamos a mirar o fim do contrato na nossa casa q dividiamos, cogitamos nos mudar para um lar só nosso. Sairia mais caro mas tinhamos q levar em consideração:

- Aquecimento da casa, a casa lá fica numa área muito “sombreada”, e eh muito envidraçada, oq nos faria gastar bastante energia pra tentar aquece-la. Aquela vista sensacional de la n eh gratuita =D.

- Proximidade do centro, já q enqt meu processo de reconhecimento do tempo de carteira de motorista do Brasil n terminar aqui, Lilly n pode dar entrada na carteira de Learner, pois pra isso eh necessario ter um motorista c no minimo 2 anos de carteira kiwi, q ja tenho mas eh nova. O antigo lugar ficava separado por uma ladeira “paaaau” da parada de onibus, sem falar q o busaosinho pro centro eh 5 dolores (neh nem 5km).

- Intimidade. As casas daqui sao feitas de madeira: peidou, o quarto vizinho escuta, em cima ou embaixo ou dos lados. Então nem no seu quarto vc pode conversar a noite direito pra n acordar os outros. E outras cositas más…

Viemos prum studio “bedsit” novinho,  pertinho da cidade. Pequeno (sala-quarto, mini-cozinha, banheiro) mas moderno e aconchegante, além de mobiliado, como eh de praxe nessas bandas. Detalhe q a cama eh king, q pra nos ai no Brasil eh Queen. Bem maior. Engraçado q ateh em casa de rico vc ve cama “Queen”, q na verdade eh a nossa antiga casal daí. O frio realmente aproxima as pessoas uahduas. Em Jampa, se dormissimos c as maos dadas, acordavamos c elas ensopadas.

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O preço do aluguel semanal aumentou em uns 40%, além da internet, bendita essa, q tivemos q assinar um fone e broadband por 90 pila mensais. Tentamos uma broadband a radio de 50 pila, mas soh pq de uma mera de arvore aqui entre nosso lugar e a antena, n funfou. Podemos pagar, mas eh caro, internet aqui nesse país é atrasada uns 10 anos, até pra instalar eh 1 semana. Instalar nada, q o antigo morador tinha, 1 semana pra “switch on”. Entao comprei um roteador c antena bombada e vou ver se racho c a vizinhança ausdhusadhaus (Tapioca e Patrick, essa é novamente pra vcs!). Ainda pensei em ousar botar mais fotos da casinha… mas como n estava 100% arrumada, seria um homem morto dps q uma certa pessoa visse. =D

Outra vantagem do lugar aqui eh q os aquecimentos da casa e da água são a gás, a forma menos cara (barata nem lenha mais). Já recebemos nossa conta de luz e o preço foi otimo, resta agora ver a de gás, q esta nos deixando c a pulga atras da orelha. Engraçado q eles mandaram a conta de luz primeiramente c um preço absurdo. Fui conferir a medição e tava 3x mais, daí q vi q era uma “estimativa”. N tive duvidas, liguei pra companhia, a mulher perg qt tava medindo e eu falei. PRONTO, ja me deu o valor na hora e mandou pro meu email. Eu medi meu consumo. Ficamos rindo da confiança q eles tem, apesar q a qq momento pode passar o caboco pra verificar a vericidade da informação. Mas foi tão automatico… ainda conseguimos nos surpreender poraqui.

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Aproveitamos então e demos um almoço para a familía de Melo, para mostrar o novo recinto a sociedade. Coisa de nordestino. Temos uma vista legal daqui tb, apesar de ficarmos bem mais baixos. Ficamos do lado da principal estrada/rua da cidade, e estamos nos alimentando MUITO melhor, como se estivessemos no Brasil. Praticamente n lanchamos mais na rua, por outro lado nossa feira aumentou com força. Mas isso é bom, comida sadia. Com ctz donas Leci e Lourdinha devem ter balançando um “sim” de aprovação ao final desse parágrafo ausahdudsuhdsuas.

Pois eh galera, vou me indo-me. No prox post vou ver se escrevo sobre os efeitos da crise, da gripe suina, e do mes de maior baixa no ano aqui em Queenstown. N vou me alongar nao senao fica um post grande demás.

Abração a todos

 

Renaldo

sexta-feira, 1 de maio de 2009

news

Na verdade, é quase no news =D. 

Para aqueles (poucos) q (obviamente) perceberam meu imenso delay de postar algo, vai minhas desculpas. Pois...

Nos mudamos! Eu e Ly estamos num studio pertinho da cidade, vou a pé pro trabalho agora, ela fica próxima de td, além da intimidade garantida óbvio! Então boa parte desse tempo foi procurando o dito cujo lugar, mudando, e ainda estamos sem internet lá. Infelizmente n consigo me inspirar o bastante numa lan house, com tempo contado a peso de ouro.

Portanto, postarei fotos do lugar, além de outros posts sobre o Outono e a friagem chegando.

Melhor impossível conosco! Abraço a todos!

Renaldo


domingo, 15 de março de 2009

As aventuras de Renaldo e Lilly

E aí, blzinha?

O inverno tá chegando galera, o frio tá voltando. Inri.

Pelas bandas de cá, td na tranquilidade de sempre, prá variar. Poraí, na mesma né? Fico sabendo das notícias daí do Brasil e da Paraíba antes de vcs, pois sempre q posso leio. A morte da menina filha de um kiwi com uma brasileira na Bahia foi o tipo de fato q serve mais uma vez pra mostrar q as coisas q deixamos por lá ainda perduram, de forma até a influenciar nossa vida poraqui. Imagina vc ser kiwi e contratar uma babá brasileira, ou um jardineiro?

Vamos falar de coisa boa agora. Esta semana fomos a Dunedin, capital aqui do estado de Otago, com o objetivo principal de fazer compras pro inverno e, de quebra, passear tb.

Foi uma viagem relativamente longa, e fizemos caminhos diferentes na ida e na volta. Na ida foi pelo caminho marcado aí, já a volta foi pela 85. Engraçado q continuo chamando as rodovias de BR's duahudhduauda.viagem dunedin

O carrinho (ainda n pensei num apelido legal pra ele, q tal Elefante Branco?) se comportou muito bem, a não ser pelo vidro da minha porta (motorista), q travou e, qd fui levar pra consertar na Repco de lá, me mandam um moleque na faixa dos 19 anos pra olhar, e dizer q tem q abrir a porta e talz. Qd pergunto do valor, ele só se esquivava, até q disse q seria no mínimo 75 dolares, valor do serviço por hora, se não levar 2 horas. Aí n dá né, vim no frio pra consertar aqui em Queenstown =D. Aproveitei e fiz outros serviços.sheep love

A viagem foi ao melhor estilo "love is in the air", pois percebemos q é a época de acasalamento das ovelhas. Eu estranhei ao ve-las tao perto, o tempo todo. Daí foi um show de "coberturas" pela estrada afora! Incrível mesmo, tem horas q chega a perder de vista na imensidão a quantidade de ovelhas, e o sexo explícito, sem tarja-preta, rolando solto =D.

 

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Como vcs podem perceber pela foto aí ao lado, o frio tá começando a "comer-no-centro" poraqui. Ly disse q só lembrava das dunas de Natal. É, é igualzinho... pia. Vai lá rolar de biquíni.

 

 

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Daí tomamos café na estrada num café ao estilo alemão. Tinha um mapa lá muito legal onde os visitantes podem marcar as origens. Obviamente fizemos questão de espetar a bundinha do Brasil, marcando Jampa no mapa. Daí tome capuccinos e torradas sensacionais. Ambiente super agradável, mas ainda prefiro o cafezinho preto c pão com queijo manteiga de Soledade, sagrado nas viagens ao sertão.

DSCF3982Olha a foto da torrada! Estava deliciosamente sensacional, e reparem q é para apenas UMA pessoa, mas nós rachamos, até pelo precinho tb. Nesse café tinha fotos de pessoas famosas, como atores do X-Men 3 q comeram por lá. Favor nao reparem no meu cabelo, os lados tao maiores q o topete, mas desculpa, foi homemade! Ela ainda pega o jeito =D, senão é 27 pila o aparo poraqui. Parem de rir Tapioca e Patrick, mandem o dinheiro então pr'eu cortar!DSCF3992

Chegando em Dunedin, deu aquela saudade de CIDADE. Trânsito, fumaça, aquele mói de gente cruzando as ruas qd fecha o semáforo, q maravilha. Mas qd pensava se estivesse indo ao trabalho ao invés de passeando, n parece ser tão legal =D. Eu estava particularmente muito curioso, já que a última vez q havia visto uma cidade "grande" num país desenvolvido eu tinha 15 anos. Queria ver uma cidade de verdade organizada, já q Queenstown é fichinha. Não me decepcionei.DSCF3996

Ela foi a primeira capital do país, e hj é basicamente uma cidade universitária. Estudante pra todo lado. Obviamente q fomos no campus e vimos aquelas cenas q tanto vemos em filmes-sobre-universitários-americanos-tentando-get-laid. Td muito organizado e bonito. Se tivéssimos tido mais tempo teríamos ido a biblioteca tb.

Arquitetura antiga é oq n falta na cidade. Putz como acho arretado conhecer história, mas vai ter q ficar pra próxima, já q n tivemos tempo. Qd voltarmos faço um city tour. Outros passeios q faremos qd voltarmos é o da fábrica dos chocolates Canterbury, com direito a cachoeira de chocolate (só me veio a mente "A Fantástica Fábrica de Chocolate") e o da fábrica da cerveja Speights, a mais famosa da NZ (só me veio a mente o episódio dos Simpsons onde eles visitam a fábrica de celva e Barney pula num tanque hehehe).

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A previsão de tempo era pra chuva, mas furou, pra variar e aproveitamos para fazer um contato imediato com o mar. Qd abrimos o vidro e veio aquele cheiro de maresia, putz q saudade, é igual em todo canto. Passeamos pela península de Otago e fomos até a "parada" dos albatrozes reais, mas o cansaço das caminhadas não nos permitiu ir conhecer os bixos. Engraçado ver palafitas poraqui, como se fossem as casas dos marinheiros. Mais engraçado ainda é vc n ver bar a beira-mar, só... CAFÉS. É café em todo santo canto, até a beira-mar. O vento frio justifica, mas meu cérebro dá tilt em pensar de ficar a beira mar tomando café. Tirar a ligação praia-cerveja do meu cérebro talvez só formatando... se n estiver na Bios (DNA). Eu e minhas sacadas nerds.

Seguem mais fotos da prainha lá de Dunedin.

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Passeamos, apressadamente, pelo museu de Otago. Sensacional. Vi esse anúncio aí do lado e vi q n é de hj o lance da NZ buscar imigrantes. A valorização a cultura pré-européia é notável, enquanto aprendemos na escola, errado, q os índios da Paráiba eram os Tabajaras (na verdade eram os Potiguaras) e SÓ. Nada de sua cultura nos é passada, muito menos um museu. Lembrei do Instituto Ricardo Brennand de Recife, q tb é sensacional. Toda cidadezinha aqui tem um museusinho, além de homenagens a pessoas já mortas. Temos tanto tempo mais de história q a NZ e nem valorizamos isso.

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Passamos então na Baldwin Street, a rua mais inclinada do mundo segundo o Guiness. E é muito inclinada mesmo, além de longa, arrepia. Muitos turistas sobem a pé, mas como nós não estávamos pagando promessa, fomos de carro mesmo. Alemães bebados fazendo algazarra tiraram um pouco da diversão, esculhambando os asiáticos q lá estavam visitando, quase os atropelando. Pena.

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DSCF3999Dei aquela passada ishpiérta no banheiro do shopping e me deparo com esse aparato aí do lado. Vc tá lá, númerounzando tranquilo daí q vc olha vc olha pro aparelho, dps olha pro camarada abaixo, liga uma coisa a outra, pensa em diversão, talvez até no tempo horizontalmente obsoleto, daí basta uma moedinha de 2 dólares e pode brincar sem medo de ser feliz! Já pra arrumar a parceira...

 

 DSCF4031Na volta pegamos uma estradinha sensacional cortando a orla, num trecho de uns 30km. No começo tava até arrependido pois, sem "onda", vc cruza a mesma linha do trem umas 10 vezes, fica costurando-a sem ver nada demais. Mas daí aparecem imagens como essa daí ao lado. Qd eu já estava achando engraçado o fato de existirem fazendas e criação de animais a beira mar, eis q encontramos algo ainda mais doido:DSCF4034 cemitério a beira mar! essa sacada garanto que nem Edir Macêdo teve! "Que tal passar a eternidade morando num paraíso a beira mar da NZ?". Só tinham umas 10 covas, talvez pq n seja pra qualquer um tanto privilégio! Achei isso por demais pitoresco.

 

 

DSCF4037 Depois disso foi só correr pro abraço, voltamos por Palmerston pensando em comprar um snack pro jantar mas já estava td fechando (NZ é assim, 17h tiau!) conseguimos uma loja de conveniência já fechando, e Lilly resolveu comprar uma empadinha lá de carne, na primeira dentada "nooooooo! LAMB!". Temos essa péssima surpresa várias vezes q vamos comer algo de carne. Perdão aos q gostam, mas o ranso da carne de LAMB faz a carne de bode da nossa terra parecer ter ranso de flores do campo. Eu ainda dou umas dentadas só pela pena do $$ asudhaudhuasdhus.

Como vcs devem ter presumido, a entrevista lá do hospital de Lilly não deu certo mas rendeu alguns frutos, já q a mulher pediu q Lilly voltasse qd estivesse c o inglês mais afiado, e acho q essa é apenas uma questão de (pouco) tempo.

Hoje irei promover um churrasco em minha homenagem! Antes q vc me chame de "presidente Mugabe caboclo!", saiba q ontem aqui, e hj no Brasil, foi e é meu aniversário! Desde já agradeço aos q se lembraram e aos q não tb mas q estejam lendo isso e pensando "inri, nem reparei no orkut!", pois eu sou péssimo nisso tb!

Abraços a todos! Continua a promessa de tentar escrever com mais frequencia!

Renaldo